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Broncoscopia

(adultos e crianças)

O que é a broncoscopia?

Saiba mais

Sobre a broncoscopia infantil

Saiba mais

Como é feita?

Onde fazer?

Quais doenças são detectadas?

Existem riscos?

O que é a broncoscopia?

A broncoscopia, também chamada de endoscopia respiratória, é um exame para visualizar as vias aéreas: fossas nasais, nasofaringe, laringe, traqueia e brônquios.

Para este fim, utiliza-se um instrumento chamado broncoscópio, o qual auxiliará no diagnóstico de possíveis alterações na anatomia e doenças como: tumores, infecções, estenoses, corpos estranhos em via aérea, entre outros.

Além disso, a broncoscopia pode permitir a realização de biópsias do pulmão e coleta de secreção (lavado broncoalveolar ou brônquico) que são enviados para análise laboratorial. 

É importante salientar que o exame precisa ser realizado por um médico especialista, que está sempre acompanhado por equipe de enfermagem e anestesista.

Fonte: SBPT

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Onde fazer?

A broncoscopia deve ser realizada em ambiente hospitalar, em sala própria para endoscopia respiratória ou em centro cirúrgico.

A broncoscopia pode detectar quais doenças?

A broncoscopia permite diagnosticar:
atresia de coana,
laringomalácia,
paralisia de prega vocal,
estenose glótica, estenose subglótica, traqueal ou brônquica,
traqueobroncomalácia,
neoplasia (câncer) em laringe, traqueia ou brônquios,
infecções – através da coleta de materiais (tuberculose, doenças fúngicas, bacterianas ou virais),
doenças pulmonares intersticiais (fibrose pulmonar),
fístulas,
avaliar posicionamento de traqueostomia,
etc.

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Como é feita a broncoscopia?

A broncoscopia é realizada com paciente monitorizado, em jejum, dentro de ambiente hospitalar, sob sedação ou anestesia geral (a depender do caso). Assim, o broncoscópio é introduzido via nasal ou oral, permitindo visualizar possíveis alterações em vias aéreas e realizar procedimentos diagnósticos (coleta de lavado broncoalveolar e/ou biópsias).

Além disso, também possibilita tratamento em casos selecionados, como: paciente com hemoptise (sangramento de via aérea), pessoas em uso de traqueostomia, remoção de corpos estranhos, dilatação de estenoses, desobstrução de via aérea, intubação oro ou nasotraqueal em pessoas com via aérea difícil, entre outros.

É possível realizar broncoscopia através de aparelho flexível ou rígido, a ser escolhido após avaliação individualizada de cada paciente.

A broncoscopia dura em média de 30 a 60 minutos, variando conforme os procedimentos realizados. Após o exame, o paciente deve permanecer em sala de recuperação anestésica, sendo posteriormente liberado para casa (paciente ambulatorial) ou para o leito de origem (paciente internado).

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Existem riscos?

Os riscos da broncoscopia são, em geral, baixos, especialmente quando realizada por equipe experiente. Sendo assim, os efeitos mais comuns são: dor ou irritação leve da garganta, rouquidão, tosse, chiado no peito, pequena quantidade de sangramento, além de febre baixa transitória após o procedimento.

Por outro lado, complicações menos frequentes podem ocorrer e incluem: queda importante de oxigenação, reações ao anestésico local, alterações de pressão arterial ou arritmias e, em caso de biópsias, há risco mais significativo de sangramento e, raramente, pneumotórax (entrada de ar no espaço entre o pulmão e a pleura). Eventos graves são exceção, mas podem incluir necessidade de intubação orotraqueal, internação em UTI ou parada cardiorrespiratória.

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Broncoscopia infantil

A broncoscopia também pode ser realizada em crianças, não tendo limite mínimo de tempo de vida para ser realizada, desde que seja bem indicada, com equipe especializada e com aparelhos adequados para a criança.

Para a broncoscopia em crianças, o procedimento também deve ser realizado em ambiente hospitalar e com auxílio de anestesista capacitado.

As indicações principais em crianças costumam ser: falta de ar, tosse e/ou chiado sem melhora com tratamento adequado, aspiração de corpo estranho (quando a criança inala algum objeto e este encontra-se na laringe, traqueia ou brônquios), suspeita alteração ou má formação de vias aéreas (por exemplo, laringomalácia, traqueomalácia, paralisia de pregas vocais, hemangioma subglótico, cleft laríngeo, etc), investigação de infecções e neoplasia, pacientes em uso de traqueostomia, suspeita de estenose glótica, subglótica, traqueal ou brônquica.

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